jun 13 2026 Câmara de Miguel Pereira cassa mandato de presidente da Casa em meio a crise política Autoria: Redação | Fotos: Divulgação Vitor Ralha acusa ex-prefeito André Português de articular sua saída e promete recorrer à Justiça. A Câmara Municipal de Miguel Pereira cassou o mandato de presidente da Casa do vereador Vitor Ralha (PL). A decisão foi tomada após a conclusão de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava o parlamentar. Com a cassação, o vice-presidente da Câmara, Mario Neves (PSD), deve assumir a presidência na próxima semana. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (12), Ralha atribuiu sua destituição a uma articulação política liderada pelo próprio primo, o ex-prefeito André Português (Republicanos). Segundo ele, vereadores aliados ao ex-chefe do Executivo teriam sugerido uma reconciliação para evitar a perda do mandato. “Vários vereadores me procuraram, que não queriam votar no processo, e muitas vezes me mandaram procurar o ex-prefeito, porque era ele quem estava coordenando esse ataque contra mim”, afirmou Ralha. Ruptura familiar e disputa pelo comando político da cidade Ralha e Português eram aliados até poucos anos atrás. O vereador foi eleito e chegou à presidência da Câmara com apoio do então prefeito, que governou Miguel Pereira entre 2017 e 2024. A relação, porém, se desgastou quando Ralha passou a construir um projeto político próprio e demonstrou interesse em disputar a prefeitura nas próximas eleições — movimento que contrariou os planos do ex-mentor. O atual prefeito, Pedro Paulo Quinzinho (PP), foi eleito com apoio de André Português. Vereador promete recorrer à Justiça No vídeo, Vitor Ralha afirmou que vai acionar a Justiça para tentar reverter a cassação. Ele classificou o processo como perseguição política e criticou a atuação dos colegas de Câmara. “Usaram a CPI para cassar um vereador sem provas, na base da covardia. A Câmara Municipal de Miguel Pereira hoje está de joelhos para o Executivo, cassando o único vereador que teve coragem de se levantar contra o governo”, declarou. A cassação aprofunda a crise política no município e deve intensificar a disputa interna entre grupos que buscam protagonismo nas eleições municipais. Como sempre, vale acompanhar atualizações em fontes oficiais e veículos de confiança para confirmar os próximos desdobramentos.