jun 13 2026 Brasil estreia na Copa do Mundo em meio a ciclo turbulento e encara Marrocos com esperança renovada Autoria: Redação | Fotos: Mauro Pimentel/AFP Com Ancelotti no comando e após meses de instabilidade, Seleção inicia busca pelo Hexa diante de rival em ascensão. Um dos ciclos mais conturbados da Seleção Brasileira nas últimas décadas chega ao fim neste sábado (13), às 19h (de Brasília), quando o Brasil estreia na Copa do Mundo da América do Norte enfrentando o Marrocos. Depois de três trocas de técnico, mudanças na presidência da CBF e uma sequência de lesões às vésperas da convocação, o time finalmente vira a página para iniciar a caminhada rumo ao Hexa. Carlo Ancelotti, primeiro treinador estrangeiro a comandar o Brasil em uma Copa, assumiu a equipe em maio do ano passado, quando o ambiente era de desconfiança. Em 12 jogos, construiu a base que estará em campo no MetLife Stadium, mesmo após perder peças importantes — incluindo o lateral-direito titular, cortado a apenas uma semana da estreia. Ainda assim, o técnico mantém o otimismo. “Temos um bom sentimento sobre esta Copa. Trabalhamos, estamos prontos. Estamos preparados”, afirmou Ancelotti na véspera da partida. O treinador mantém mistério sobre a escalação. A principal dúvida está na lateral direita, com Ibañez e Danilo disputando a vaga deixada por Wesley. No lado esquerdo, Alex Sandro e Douglas Santos brigam pela titularidade. No meio, a tendência é de uma formação mais robusta, com Casemiro e Bruno Guimarães dando sustentação para Lucas Paquetá atuar mais próximo do ataque. Ancelotti reforçou que o Brasil buscará controlar o jogo, mas sem abrir mão da compactação defensiva. “Posse de bola é um aspecto, mas não o mais importante. O mais importante são os gols. Quando não temos a bola, precisamos estar compactos, porque todos os rivais têm qualidade”, destacou. Do outro lado, o Marrocos chega embalado. Semifinalista da última Copa e finalista da Copa Africana das Nações, a equipe vive seu melhor momento histórico. O técnico Mohamed Ouahbi afirmou não ter medo da Seleção, mas demonstrou respeito ao adversário e ao comandante brasileiro. “Todos os jogadores do Brasil têm muitas qualidades individuais, e eles também têm um bom grupo. Acho que Carlo Ancelotti trouxe mais estrutura à equipe. Li todos os seus livros, então talvez eu conheça alguns de seus segredos”, brincou o treinador marroquino. Com expectativas altas e um passado recente turbulento, o Brasil entra em campo pressionado, mas confiante. A estreia marca não apenas o início da campanha no Mundial, mas também a chance de reescrever a trajetória da Seleção sob um novo comando e com ambições renovadas.